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Nos dias 26 e 27 de Março de 2004 teve lugar a mostra dos doze
filmes realizados pelos alunos do Curso de Realização
de Documentários.
Estes filmes resultaram do primeiro curso do Programa Gulbenkian Criatividade
e Criação Artística realizado em colaboração
com os Ateliers Varan de Paris; um atelier de realização
de cinema onde pessoas oriundas de formações diversas,
com idades e conhecimentos diferentes realizaram documentários.
Durante três meses os participantes deste curso aprenderam a
realizar documentários segundo um modelo de convivência
diária, de entre-ajuda, de colaboração nas diversas
etapas de realização numa estratégia que supõe
que a criatividade individual resulta - em muitas práticas
artísticas - do trabalho em grupo.
Era uma expectativa deste Programa Gulbenkian e dos Ateliers Varan
que os doze realizadores que frequentaram este curso tivessem aprendido
a olhar o mundo de outro modo e que tal se viesse a reflectir no resultado
global dos seus trabalhos, bem como no percurso que cada um viesse
a desenvolver.
A verdade é que, desde então, os doze filmes já
foram solicitados para exibição em diversos locais e
participaram em diversos festivais e mostras em Portugal e no estrangeiro,
tendo, inclusivamente, ganho alguns prémios.
Consultar
Circuito de Exibição dos Documentários
Foram os seguintes os filmes realizados pelos alunos:
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TODAS AS MENINAS SÃO BAILARINAS (20)
de Joana Frazão
Quase dez anos depois, o meu regresso à Escola de Dança
Ana Mangericão. As aulas, os vestiários, as sapatilhas
de pontas, um grupo de alunas de doze anos.
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TAMIRA (20)
de Marta Lima
Eu sei voar. Queres ver-me voar?... Ah! Agora não,
as minhas asas estão cansadas e moles!.
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VESTÍGIOS (1530)
de Tiago
Afonso
O tempo não parou no estranho ateliê do Sr. Acácio
Pina Coelho.
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INÁCIO (19)
de Inês
Gonçalves
Inácio trabalha nos confins da Lisnave, entre a vida
que deixou em Cabo Verde e a esperança de encontrar um
futuro a partir de agora.
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COMPASSOS DE ESPERA (25)
de Pedro Paiva
Como descobrir a liberdade lá fora sem a descobrir cá
dentro.
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ESTRELA DA TARDE (24)
de Madalena
Miranda
Uma mulher percorre a sua casa ou, melhor, a sua própria
vida.
Ao som das suas músicas.
A dizer assim os seus dias.
Até que o dia chega ao fim.
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DIZEI-ME COM PALAVRAS (18)
de Catarina
Rodrigues
A realidade da nossa finitude física e a possibilidade
de imortalidade espiritual. O Padre Augusto Cima convive com
a situação dramática das doentes, numa
enfermaria do Hospital Curry Cabral.
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ANTES DA ESTREIA (20)
de André
Godinho
...não consigo fazer esta puta desta personagem
e ando a viver os dilemas dela.
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NOS BRAÇOS DO MEU XODÓ (15)
de Maria João
Taborda
O que podemos conhecer de um casal pela forma como dança?
No forró, a mulher é como uma boneca nos braços
de Deli.
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D. VIRGÍNIA (18)
de Fausto
André Cardoso
Lavar. Limpar. Arrumar. Nunca vi a D. Virgínia fazer
outra coisa.
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LUA NEGRA (30)
de Dina Campos
Lopes
Recordar ? Esquecer? Indiferente!
Prender ou desprender?
É mal, é bem.
Quem disser que se pode amar alguém...
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CARTAS DE CABO RUIVO (30)
de Luisa Homem
Antes de chegar às vossas mãos, passam por muitas
outras...
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