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de Ralph Vaughan Williams
ópera em um acto
Encenação: André E. Teodósio

Video:   André Godinho
Direcção Musical:   João Paulo Santos
Cantores:   Sílvia D. Filipe (meio soprano) - Mãe
    Carla Simões (soprano) - Nora
    Filipa Lopes (soprano) - Cathleen
    Rui Baeta (baixo) - Bartley
    Catarina Braga (soprano) - Mulher
Pianista:   Helder Marques
Duração:   40’

O vídeo contém excertos dos filmes “The Man of Aran”, de Robert J. Flaherty, “The Edge of the World”, de Michael Powell, “O Couraçado de Potemkin”, de Sergei Eisenstein e “As Estações” de Artazazb Pelechian.

Libreto: a peça com o mesmo título de John Millington Synge (1902), escrita em 1925/32
Primeira apresentação: 1 Dezembro de 1937 (Londres, Parry Opera Theatre, Royal College of Music)


Apresentada no Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão no dia 19 de Outubro de 2004, pelas 21h30m

Nora pede à sua irmã Cathleen que a ajude a identificar as roupas de um corpo afogado que tinha dado à costa. Cathleen pensa que as roupas pertenciam ao seu irmão Michael, que morrera no mar, tal como o seu pai e quatro dos seus irmãos. Decidem então esconder as roupas, de modo a que a sua mãe, Maurya, não as veja. Maurya entra preocupada com o destino do seu último filho ainda vivo, Bartley, que tem de levar cavalos para vender na Feira de Galway – o que implica uma viagem por mar. Bartley entra em casa para ir buscar uma corda. Apesar da insistência da mãe e das irmãs para que fique, Bartley insiste em que irá cavalgar o mar levando os cavalos para ir à feira. As irmãs reprovam a mãe por não abençoar Bartley antes da partida e obrigam-na a dar-lhe alguma comida para a viagem. Maurya sai e, enquanto está fora de casa, as duas irmãs identificam as roupas de Michael. Maurya regressa a casa muito perturbada. Tinha tido uma visão terrível: Bartley, cavalgando o mar, ao lado do irmão Michael, montado a cavalo e vestindo roupas novas. Cathleen diz então à mãe que Michael está morto e Maurya percebe que a sua visão revela que Bartley morrerá também. Enquanto Maurya canta o lamento pela morte dos homens da casa (o marido e os seus filhos), o corpo molhado e a pingar de Bartley é trazido para casa. Maurya, quase aliviada, afirma que o mar não poderá magoá-la mais: «Nenhum homem pode viver para sempre e nós devemos sentirmo-nos satisfeitas».

Com Gustav Holst, Ralph Vaugham Williams é um dos mentores do chamado renascimento musical inglês no início do século XX. Deliberadamente, Vaugham Williams virou as costas às influências musicais do continente europeu. Apesar disso, em 1908, foi para Paris onde estudou intensivamente com Ravel, o que terá criativamente influenciado a sua música (aparentemente mais do que a tradição musical inglesa). Escreveu sobretudo música coral e orquestral (nove sinfonias) e algumas óperas. A peça “Riders to the Sea”, do dramaturgo irlandês Synge, que usou quase na íntegra, forneceu a Ralph Vaughan Williams o seu melhor libretto permitindo-lhe criar a sua mais bem sucedida ópera.




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