
de Ralph Vaughan Williams
ópera em um acto
Encenação: André
E. Teodósio
O vídeo contém excertos dos filmes The Man of
Aran, de Robert J. Flaherty, The Edge of the World,
de Michael Powell, O Couraçado de Potemkin, de
Sergei Eisenstein e As Estações de Artazazb
Pelechian.
Libreto: a peça com o mesmo título de John Millington
Synge (1902), escrita em 1925/32
Primeira apresentação: 1 Dezembro de 1937 (Londres,
Parry Opera Theatre, Royal College of Music)
Apresentada no Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão
no dia 19 de Outubro de 2004, pelas 21h30m
Nora pede à sua irmã Cathleen que a ajude a identificar
as roupas de um corpo afogado que tinha dado à costa. Cathleen
pensa que as roupas pertenciam ao seu irmão Michael, que morrera
no mar, tal como o seu pai e quatro dos seus irmãos. Decidem
então esconder as roupas, de modo a que a sua mãe, Maurya,
não as veja. Maurya entra preocupada com o destino do seu último
filho ainda vivo, Bartley, que tem de levar cavalos para vender na
Feira de Galway o que implica uma viagem por mar. Bartley entra
em casa para ir buscar uma corda. Apesar da insistência da mãe
e das irmãs para que fique, Bartley insiste em que irá
cavalgar o mar levando os cavalos para ir à feira. As irmãs
reprovam a mãe por não abençoar Bartley antes
da partida e obrigam-na a dar-lhe alguma comida para a viagem. Maurya
sai e, enquanto está fora de casa, as duas irmãs identificam
as roupas de Michael. Maurya regressa a casa muito perturbada. Tinha
tido uma visão terrível: Bartley, cavalgando o mar,
ao lado do irmão Michael, montado a cavalo e vestindo roupas
novas. Cathleen diz então à mãe que Michael está
morto e Maurya percebe que a sua visão revela que Bartley morrerá
também. Enquanto Maurya canta o lamento pela morte dos homens
da casa (o marido e os seus filhos), o corpo molhado e a pingar de
Bartley é trazido para casa. Maurya, quase aliviada, afirma
que o mar não poderá magoá-la mais: «Nenhum
homem pode viver para sempre e nós devemos sentirmo-nos satisfeitas».
Com Gustav Holst, Ralph Vaugham Williams é um dos mentores
do chamado renascimento musical inglês no início do século
XX. Deliberadamente, Vaugham Williams virou as costas às influências
musicais do continente europeu. Apesar disso, em 1908, foi para Paris
onde estudou intensivamente com Ravel, o que terá criativamente
influenciado a sua música (aparentemente mais do que a tradição
musical inglesa). Escreveu sobretudo música coral e orquestral
(nove sinfonias) e algumas óperas. A peça Riders
to the Sea, do dramaturgo irlandês Synge, que usou quase
na íntegra, forneceu a Ralph Vaughan Williams o seu melhor
libretto permitindo-lhe criar a sua mais bem sucedida ópera.
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